A psila Trioza erytreae, vulgarmente conhecida por psila africana dos citrinos, é um organismo de quarentena na lista A1 da OEPP (Organização Europeia de Proteção das Plantas). Trata-se de um inseto picador-sugador que tem como hospedeiros exclusivos de plantas da família das Rutáceas, cultivadas e espontâneas, entre as limeiras (Citrus aurantiifolia), embora também se encontre em laranjeiras, tangerineiras, toranjeiras e cumquates. A DGAV – Direção Geral de Alimentação e Veterinária – voltou a rever as medidas fitossanitárias aplicadas para controlo de Trioza erytreae, o inseto vetor da doença de Citrus Greening e a atualizar a zona demarcada e zona de vigilância. De acordo com a DGAV, as últimas ações de prospeção oficial revelaram o alargamento das áreas do País infestadas com Trioza erytreae, sendo de destacar a sua presença mais a sul nas freguesias de Buarcos e Quiaios em Figueira da Foz e em Sintra, nas freguesias de Colares, União das freguesias de São João das Lampas e Terrugem e União das Freguesias de Sintra (Santa Maria e São Miguel, São Martinho e São Pedro de Penaferrim). Na sequência da deteção de Trioza erytreae, ou psila africana dos citrinos, inicialmente na área metropolitana do Porto, foi atualizado um conjunto de medidas fitossanitárias para o seu combate. Face à nova legislação, que entrará em vigor em janeiro de 2018 e à significativa dimensão da atual área infestada em Portugal continental, estabeleceram-se novas regras a fim de “se permitir a futura circulação e comercialização de plantas de citrinos, incluindo porta-enxertos, ou plantas envasadas, nas zonas demarcadas sob condições que assegurem a não dispersão do inseto. Importa agora clarificar essas regras no que diz respeito à comercialização das plantas abrangidas”, explica a DGAV. Para conhecer as novas regras, por favor consulte o documento Ofício circular nº 30/2017 - Medidas Fitossanitárias aplicadas para controlo de Trioza Erytreae - atualização de zona demarcada e zona de vigilância, do separador “Downloads” do nosso site.